


Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e Gastrite
Estratégias nutricionais para controle da acidez, reparo da mucosa e recuperação do conforto digestivo.
Você se identifica?
Pirose (Azia): Sensação de queimação retrosternal que irradia do estômago para a garganta, agravada após refeições volumosas ou ao se deitar.
Dor Epigástrica: Dor pontual ou sensação de "peso" na boca do estômago, que pode ocorrer tanto em jejum quanto após comer.
Sintomas Atípicos: Tosse seca crônica, pigarro constante, rouquidão ou desgaste dentário sem causa aparente (sinais silenciosos do refluxo).
Medo de Comer: A sensação de que a lista de alimentos "inimigos" só aumenta (café, molho de tomate, frituras), gerando ansiedade nas refeições.
Entendendo a Diferença Clínica:
Embora frequentemente ocorram juntas, são patologias distintas que exigem estratégias específicas. O tratamento eficaz depende da compreensão do mecanismo de cada uma:
Gastrite (Inflamação): É uma lesão inflamatória na mucosa que reveste o estômago. Ocorre quando a barreira de proteção do órgão é agredida, causando dor e ardor. O foco nutricional é a cicatrização e proteção da mucosa.
Refluxo (DRGE - Mecânico): É uma falha na motilidade. O esfíncter (válvula) entre o esôfago e o estômago não fecha corretamente, permitindo o retorno do conteúdo ácido. O foco nutricional é o controle do volume e da pressão gástrica.
O Papel da Nutrição no Tratamento:
A nutrição vai muito além de "cortar pimenta e café". A estratégia clínica foca em modulação da acidez e reparo tecidual. Precisamos oferecer substratos para que o estômago cicatrize suas feridas internas e ajustar a consistência da dieta para facilitar o esvaziamento gástrico, evitando que a comida "volte".
Como funciona a abordagem clínica:
Listas genéricas de "alimentos proibidos" raramente funcionam a longo prazo porque não tratam a causa. Nossa conduta será baseada em recuperar a funcionalidade do seu sistema digestivo através de 4 etapas:
Você se identifica?
Manejo Comportamental: Ajustar o fracionamento, a mastigação e o volume das refeições. Comer volumes menores com mais frequência é essencial para reduzir a pressão no estômago.
Estratégia Anti-inflamatória: Introduzir alimentos e compostos bioativos com potencial cicatrizante para recuperar a mucosa do esôfago e do estômago agredidos pelo ácido.
Identificação de Gatilhos Individuais: Nem todo mundo piora com tomate ou limão. Vamos investigar a sua tolerância individual para não restringir sua dieta sem necessidade.
Otimização da Digestão: Uso estratégico de chás digestivos e, se necessário, suplementação específica para garantir que o processo digestivo ocorra no tempo certo, prevenindo a fermentação e o estufamento.